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Dá para começar a estudar elétrica de graça e pelo celular, sim. O SENAI tem cursos curtos a distância, sem mensalidade, sobre elétrica residencial e energia, e há aplicativos gratuitos com teoria, esquemas de ligação e calculadoras. Mas é bom saber desde já o limite disso: um curso livre de 10 ou 20 horas ensina o básico, não transforma ninguém em eletricista nem substitui o treinamento de segurança exigido pela NR-10.
Este guia tem três partes. Nesta página, a resposta curta e uma calculadora de bitola de fio para você treinar o raciocínio que todo eletricista usa. Na segunda, os cursos gratuitos que conferimos nas páginas oficiais, o que é a NR-10 e a diferença entre curso livre e curso técnico. Na terceira, aplicativos, uma ordem de estudo e cuidados de segurança.
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Resposta rápida: o que vale de verdade
- Vale começar pelo grátis: cursos curtos do SENAI a distância ensinam conceitos, quadro de distribuição, tomadas e cuidados com a eletricidade em casa.
- Não vale esperar habilitação: curso livre on-line serve para aprender e decidir se a área é para você. Para trabalhar com segurança e ser reconhecido, o caminho passa por um curso de qualificação ou técnico, com aulas práticas.
- NR-10 é outra coisa: é o treinamento de segurança para quem é autorizado a intervir em instalações elétricas, com carga horária mínima de 40 horas no curso básico, segundo a norma.
- Prática não se aprende só na tela: eletricidade machuca e mata. Treine em bancada, com orientação, e nunca mexa em circuito energizado.
Calculadora de bitola de fio
Uma das primeiras contas que o eletricista aprende é a da bitola, a espessura do fio. Fio fino demais para a carga esquenta, derrete a isolação e pode causar incêndio. A calculadora abaixo faz o caminho que os guias técnicos ensinam: calcula a corrente, confere a seção mínima que a norma pede para cada tipo de circuito, a capacidade de condução do fio e a queda de tensão pela distância.
Como a conta funciona
A corrente sai de uma divisão simples: potência em watts dividida pela tensão. Um chuveiro de 5.500 W em 220 V puxa 25 A. O mesmo chuveiro em 127 V puxaria mais de 43 A, e é por isso que aparelhos potentes costumam ser ligados em 220 V. Depois, a calculadora verifica três coisas e fica com a maior bitola entre elas:
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- Seção mínima por tipo de circuito. A NBR 5410 pede pelo menos 1,5 mm² de cobre em circuitos de iluminação e 2,5 mm² em circuitos de força, e tomadas contam como força.
- Capacidade de condução de corrente. É quanto o fio aguenta sem passar da temperatura da isolação. Usamos a tabela publicada pela Prysmian conforme a tabela 36 da NBR 5410, para fio de cobre com isolação de PVC dentro de eletroduto embutido na parede.
- Queda de tensão. Quanto mais longe o ponto, mais tensão se perde no caminho. A norma limita a queda nos circuitos terminais a 4 por cento. Em distâncias grandes, é ela que obriga a subir a bitola.
| Seção do fio | Corrente suportada (método B1, 2 condutores carregados, PVC) |
|---|---|
| 1,5 mm² | 17,5 A |
| 2,5 mm² | 24 A |
| 4 mm² | 32 A |
| 6 mm² | 41 A |
| 10 mm² | 57 A |
| 16 mm² | 76 A |
| 25 mm² | 101 A |
Esses valores valem para 30 °C de temperatura ambiente e um circuito sozinho no eletroduto. Quando vários circuitos dividem o mesmo eletroduto, ou o local é mais quente, a norma manda aplicar fatores de correção que reduzem a capacidade. Também falta na conta o disjuntor, que precisa ser compatível com o fio. Por isso o resultado é um exercício de estudo, não um projeto.

